Image Hosted by ImageShack.us"FAZ O QUE QUISERES, NÃO PREJUDIQUES NINGUÉM"
"THAT IT HARM NONE, DO AS THOU WILT"
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As cores



As cores tem muita importância na nossa vida pois influênciam o nosso humor e da mesma forma que nos estimulam os sentidos assim os rituais se fortalecem quando escolhemos a cor ideal segundo a finalidade do mesmo. As cores podem ser utilizadas de várias formas num ritual, quer seja numa veste, numa pedra, num objecto ou numa vela. Sendo a vela um elemento tão concentrado de energia e tão facilmente carregado de intenção e vibração, a cor da cada vela deve ser escolhida com cuidado, segundo o seu propósito, pois cada cor possui uma vibração energética diferente e atrai certas influências. A lista que se segue contém as cores das velas e suas propriedades mágicas:



AMARELO: Magia ou ritual que envolva segredo, atracção, sedução e persuasão.

AZUL: Magia ou ritual que envolva honra, lealdade, paz, tranquilidade, verdade, sabedoria, protecção durante o sono, projecção astral e sonhos proféticos.

CINZA: Magia ou ritual que neutralize influências negativas.


DOURADO: Magia ou ritual de atracção do poder das influências cósmicas e louvor às deidades solares.


LARANJA: Feitiços que estimulem a energia.


CASTANHO: Feitiços que localizem objectos perdidos e acentuem os poderes de concentração e telepatia, protecção dos familiares e dos animais domésticos.


PRATEADO: Feitiços e rituais para remoção de negatividade para incentivar a estabilidade e atrair a influência da Deusa.


PRETO: Rituais de meditação e feitiços para banir o mal e a negatividade.


ROSA: Rituais amorosos e que envolvam amizade e feminilidade.


ROXO: Manifestações psíquicas, curas e rituais que envolvam poder, sucesso, independência e protecção doméstica.


VERDE: Magias que envolvam fertilidade, sucesso, boa sorte, prosperidade, dinheiro, rejuvenescimento e ambição e rituais para combater ganância e ciúme.


VERMELHO: Ritos de fertilidade, afrodisíacos e magias que envolvam paixão sexual, amor, saúde, força física, vingança, raiva, força de vontade, coragem e magnetismo.

A cada um dos doze signos astrológicos corresponde também uma cor.

CARNEIRO: Vermelho
TOURO: Verde
GÉMEOS: Amarelo ou prateado
LEÃO: Dourado ou amarelo
VIRGEM: Cinza
LIBRA: Azul
ESCORPIÃO: Preto ou vermelho
SAGITÁRIO: Azul-escuro ou roxo
CAPRICÓRNIO: Preto ou castanho
AQUÁRIO: Azul-claro
PEIXES: Azul-marinho

Também aos chakras correspondem sete cores.

Dias da semana

Dias da Semana

Planeta

Correspondências

Segunda-Feira

Lua

Energia Lunar, Habilidades Psíquicas, Sonhos, Trabalho Astral, Intuição, Família e Espiritualidade.

Terça-Feira

Marte

Força, Coragem, Energia, Raiva, Independência e Acção.

Quarta-Feira

Mercúrio

Criatividade, Comunicação, Divinação, Sabedoria, (combater) Vícios e Viagens.

Quinta-Feira

Júpiter

Prosperidade, Riqueza, Generosidade, Assuntos Legais e Crescimento.

Sexta-Feira

Vénus

Amor, Prazer, Paz, Música, Casamento, Beleza e Paixão.

Sábado

Saturno

Banimentos, Protecção, Obstáculos, Objectos Perdidos e Liberdade.

Domingo

Sol

Saúde, Prosperidade, Poder, Felicidade, Liderança, Individualidade, Cura e Esperança.

Princípio Masculino e o Deus Cornífero

Da mesma forma que toda luz nasce da escuridão, o Deus, símbolo solar da energia masculina, nasceu da Deusa, sendo seu complemento, e trazendo em si os atributos da coragem, pensamento lógico, fertilidade, saúde e alegria. Da mesma forma que o sol nasce e se põe, todos os dias, o Deus mostra-nos os mistérios de Morte e do Renascimento. Assim, o Deus nasce da Grande Mãe, cresce, torna-se adulto, apaixona-se pela Deusa Virgem, os dois unem-se e concebem, a Deusa fica grávida, o Deus morre no Inverno e renasce novamente, fechando o ciclo do renascimento, que coincide com os ciclos da Natureza, e mostra os ciclos da nossa própria vida.

Para alguns, pode parecer incestuoso que o Deus seja filho e amante da Deusa, mas é preciso perceber o verdadeiro simbolismo do mito, pois do útero da Deusa todas as coisas vieram, e, para ele, tudo retornará. E, se pensarmos bem, as mulheres sempre foram mães de todos os homens, pelo seu poder de promover o renascimento espiritual do ser amado e de toda a Humanidade. Ao estudar a Roda do Ano, estes conceitos são novamente explorados na parte dos rituais celebrados. Mas o sentido profundo do seu simbolismo no Paganismo só pode ser verdadeiramente entendido através da meditação e do contacto intuitivo com a energia dos Deuses.


O Deus Cornífero é a deidade fálica da fertilidade e da criatividade intelectual. Simbolizado pelo sol, geralmente é representado como um homem barbado com cascos e chifres de um bode; é o Deus da Natureza e a contraparte masculina da imagem da Deusa e seu consorte. Na época primitiva era conhecido como o Deus Chifrudo da Caça.


Hoje também é conhecido por vários nomes diferentes. Nalgumas tradições Ele é chamado de Cernunnos, que é o nome latino para "o Chifrudo". Noutras, é conhecido como Pã, Dionísio, Odin entre outros nomes.

Ele é suave, carinhoso e encorajador, mas também é o caçador. Ele é o Deus Moribundo, mas a sua morte está sempre a serviço da força vital. Ele é a sexualidade indomada, mas sexualidade como um poder profundo, sagrado e unificador. Ele é o poder do sentimento e a imagem do que os homens poderiam ser, se estivessem em sintonia com a sua natureza.


O Deus Cornífero tem sido adorado desde os tempos antigos em quase todas as culturas; entretanto sua imagem foi deliberadamente pervertida pela Igreja medieval para a imagem do diabo cristão. As bruxas e feiticeiras não acreditam ou cultuam o diabo - elas consideram-no como um conceito próprio do Cristianismo. O Deus pagão é sexual, mas a sexualidade é percebida como sagrada, não como obscena ou blasfema. Este Deus possui chifres, mas estes são meias-luas que crescem e minguam da Deusa da Lua e o símbolo da vitalidade animal. Seus chifres representam a verdade da emoção não mascarada, a qual não busca agradar nenhum senhor. Em alguns aspectos ele é negro porque a escuridão e a noite são períodos de poder e parte dos ciclos temporais.

O Deus Cornífero nasce de uma mãe virgem. Ele não tem pai, é o seu próprio pai. À medida que cresce e atravessa as mudanças da Roda do Ano, permanece relacionado à força nutriente primordial. O seu poder é extraído directamente da Deusa; ele é parte dela.


Princípio Feminino e a Grande Deusa


A Grande Deusa representa a Energia Universal Geradora, o Útero de Toda Criação. É associada aos mistérios da Lua, da Intuição, da Noite, da Escuridão e da Receptividade. É o inconsciente, o lado escuro da mente que deve ser desvendado.



A Lua mostra-nos sempre uma face nova a cada sete dias, mas nunca morre, representando os mistérios da Vida Eterna. Assim, a Deusa mostra-se com três faces: a Virgem, a Mãe e a Velha Sábia, sendo que esta última ficou mais relacionada à bruxa no imaginário popular.


A Deusa Tríplice mostra os mistérios mais profundos da energia feminina, o poder da menstruação na mulher, e é também a contraparte feminina presente em todos os homens, tantas vezes reprimida pela cultura patriarcal.



A Deusa que é vista como transcendente e imanente é um aspecto essencial de veneração dos pagãos. Ela pode ser adorada como a única Deusa sem nome, ou como quaisquer dos muitos aspectos e nomes pelos quais Ela sempre foi conhecida. Personificada como a Deusa Tríplice, a Grande Mãe, Ísis, Gaia, Bast, Deméter, Cerridwen, Brigid, Oestara, Innana, Ishtar, Shekinah, Diana, Kali, Amateratsu e muitas outras. Representa a fertilidade, a criação, os poderes regeneradores da natureza e a sabedoria. O Divino feminino também é experimentado nas energias do Universo, nos mistérios da lua, nas bênçãos da Terra e nos nossos próprios corpos que, como a própria Terra, foram criados para serem sagrados.


O seu símbolo é a lua e muitas vezes é representada como possuidora de três faces. Na fase de quarto crescente, Ela é a Virgem, na lua cheia é a Mãe e na sua fase minguante Ela é a Anciã. A Deusa é a primeira em toda a terra, o mistério, a mãe que alimenta e dá toda a vida. Ela é o poder da fertilidade e geração; o útero e também a sepultura que recebe, o poder da morte. Tudo vem dela, tudo retorna a ela. Sendo terra, também é vida vegetal. As árvores, as ervas e os grãos que sustentam a vida.



Ela é o corpo e o corpo é sagrado. Útero, seios, barriga, boca, vagina, coração, osso e sangue; nenhuma parte do corpo é impura, nenhum aspecto dos processos vitais é maculado por qualquer conceito de pecado. Nascimento, morte e decadência, são partes igualmente sagradas do ciclo. A honra pelo Divino no seu aspecto feminino, bem como o respeito genuíno pelas mulheres como líderes espirituais, sábias e curandeiras, foi a razão primária para o crescimento rápido do culto da veneração à Deusa nas últimas décadas.


O Deus e a Deusa

Para os seguidores das várias vertentes do Paganismo como o Druidismo e das novas religiões neopagãs como a Wicca, existe um Princípio Criador, que não tem nome e está além de todas as definições. Desse princípio, surgiram as duas grandes polaridades, que deram origem ao Universo e a todas as formas de vida. O culto à Deusa e ao Deus Cornífero simboliza a crença de que tudo que existe no Universo está dividido em dois opostos: feminino e masculino, negativo e positivo, luz e trevas, vida e morte e isso significa o equilíbrio da Natureza. Na maioria das tradições pagãs os Deuses são reverenciados durante os oito Sabbats do ano, que nada mais são do que belas cerimonias derivadas dos antigos festivais que celebravam, originalmente, a mudança das estações do ano. Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, o Sabbat, não constitui uma ocasião em que as pessoas se reúnem para realizar orgias, lançar encantamentos ou preparar poções misteriosas.

Dos cultos ancestrais até hoje


O período neolítico não conhecia deuses - vigorava o matriarcado, com a Deusa Mãe. O conceito de paterno inexistia e a moral, a ciência e a religião ocupavam a mesma esfera. Com a instituição do patriarcado, o cálice foi derramado através da espada, relegando para segundo plano o elemento feminino. Com o fim da era de Peixes, tipicamente masculina, o reinado feminino retorna em Aquário para resgatar Sofia, o arquétipo da Sabedoria.


Assim como o Taoísmo primitivo, todas as religiões e cultos ancestrais visualizavam o Universo como uma generosa Mãe. Nada mais natural: não é do ventre das mulheres que todos saímos? De acordo com o mito universal da Criação, tudo teria saído dela, a Deusa. Entre os egípcios, era chamada de Nut, a Noite. "Eu sou o que é, o que será e o que foi." Para os gregos era Gaia - Mãe de tudo, inclusive de Urano, o Céu. Entretanto, ela não era apenas fonte de vida, como também senhora da morte. O culto à Grande Mãe era a religião mais difundida nas sociedades primitivas.


Descobertas arqueológicas realizadas em locais neolíticos testemunham a existência de uma sociedade agrícola pré-histórica bastante avançada, na região da Europa e Oriente Médio, onde homens e mulheres viviam em harmonia e o culto à Deusa era a religião. Não há evidências de armas ou estruturas defensivas, onde se conclui que esta era uma sociedade pacífica. Também não há representações, na sua arte, de guerreiros matando-se uns aos outros, mas pinturas representando a natureza e uma grande quantidade de esculturas representando o corpo feminino. Essas esculturas também foram encontradas em Creta, datadas de 2.000 a.C. Na sociedade cretense as mulheres exerciam as mais diversas profissões. Platão conta que nesta sociedade, a última com algum foco matriarcal de que se tem notícia, toda a vida era permeada por uma ardente fé na natureza, fonte de toda a criação e harmonia.

Segundo alguns historiadores, a passagem para o patriarcado desenvolveu-se em várias esferas. Na velha Europa, a sociedade que cultuava a Deusa foi vítima do ataque de poderosos guerreiros orientais - os kurgans. O Cálice foi derrubado pelo poder da Espada. Outro factor decisivo para tal transformação foi o crescimento da população, que levou as sociedades arcaicas à "domesticação da terra". Os homens tinham que dominar a Natureza, para "obrigá-la" a produzir o que queriam. Com a descoberta de que o sémen do homem é que fecunda a mulher (acreditava-se que esta gerasse filhos sozinha), estabeleceu-se o culto ao falo, sendo este difundido pela Europa, Egipto, Grécia e Ásia, atingindo o seu pico na Índia.
Com o advento do monoteísmo e do patriarcado – e a consequente dominação da mulher – o culto ao falo estabeleceu-se em definitivo. "O monoteísmo não é apenas uma religião, é uma relação de poder. A crença numa única divindade cria uma hierarquia - de um Deus acima dos outros, do mais forte sobre o mais fraco, do crente sobre o não crente."

Chant

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'WE ALL COME FROM THE GODDESS'
We all come from the Goddess
And to Her we shall return
Like a drop of rain
Flowing to the ocean

RODA DO ANO

Em Samhain, o Festival do retorno da Morte, os portões dos mundos abrem-se e a Deusa transforma-se na Velha Sábia, a Senhora do Caldeirão, e o Deus é o Rei da Morte que guia as almas perdidas através dos dias escuros de Inverno.
Em Yule, a escuridão reina como se estivéssemos no caldeirão da Deusa. Assim, o Rei das sombras transforma-se na Criança da Promessa, o Filho do sol, que deverá nascer para restaurar a Natureza.
Em Imbolc, a luz cresce, o Deus nascido em Yule manifesta-se com todo o seu vigor, e a Criança da Promessa cresce com a vitalidade e é festejada, pois os dias tornam-se visivelmente mais longos e renova-se a esperança.
Em Ostara, luz e sombras são equilibradas. A luz da vida eleva-se e o Deus quebra as correntes do inverno. A Deusa é a Virgem e o Deus renascido é jovem e vigoroso. O amor sagrado da Deusa e do Deus é a promessa do crescimento e da fertilidade.
Em Beltane, a Deusa transforma-se num lindo Cervo Branco e o jovem Deus é o Caçador alado. Ao ser perseguida pela floresta, o Cervo Branco transforma-se numa linda mulher, e assim Eles se unem e a sua paixão sustenta o mundo.
Chega então Litha, a Deusa é a Rainha do Verão e o Deus, um homem de extrema força e virilidade. O Sol começa a minguar e o Deus começa a seguir rumo ao País de Verão. A Deusa é pura satisfação e demonstra isso através das folhas verdes e das lindas flores do verão.
Em Lammas, a Deusa dá a luz e o Deus morre novamente pela Deusa. A Deusa precisa da sua energia de vida para que a vida possa crescer e prosseguir. O Deus sacrifica-se para que a humanidade seja nutrida, mas através da semente, Ele renasce.
Em Mabon, as luzes e as trevas equilibram-se novamente; porém o Sol começa a minguar mais rapidamente. O Deus torna-se então o Ancião, o Senhor das Sombras.
Chega novamente Samhain e então o ciclo recomeça, e assim tudo retorna à Deusa.
Assim sempre foi e será!

CICLO DE FESTIVIDADES PAGÃS – Os Sabbats

SABBAT

SIMBOLISMO

RITUAIS

SÍMBOLOS

SAMHAIN

Hemisfério Norte: 31 de Outubro
Hemisfério Sul: 1 de Maio

Fim do Verão e os mortos são honrados

Perscrutação através do fumo, chama de vela, fogo ou espelho, comunicação com os que partiram, deixar comida no exterior após ritual

Vermelho, preto, romãs, abóboras e maçãs

YULE
Solstício do Inverno

Renovação e renascimento durante o Inverno

Fogos, velas em círculo, tronco Yule

Verde, vermelho, símbolo da roda, árvore pequena em vaso

IMBOLC

Hemisfério Norte: 2 de Fevereiro

Hemisfério Sul: 1 de Agosto

Festival das Luzes

Velas em círculo, bênção das sementes, símbolo da roda no altar

Branco, verde, azul, neve e velas

OSTARA

Equinócio da Primavera

Início da Primavera

Acende-se fogo no círculo durante o ritual (nunca antes)

Branco, planta em vaso, caldeirão e fogueira de palha

BELTANE

Hemisfério Norte: 1 de Maio

Hemisfério Sul: 31 de Outubro

Retorno da fertilidade

Fitas esvoaçantes, saltar fogueiras, tocar instrumentos

Branco, flores frescas, caldeirão e espelhos

LITHA

Hemisfério Norte: 21 de Junho

Hemisfério Sul: 22 de Dezembro

Grande poder mágico

Caldeirão com aro de flores, espada submersa no mesmo, saltar fogueiras, secar ervas

Branco, artemísia e espelhos para captar o sol ou as chamas do fogo

LAMMAS
Hemisfério Norte: 1 de Agosto Hemisfério Sul: 2 de Fevereiro

Colheita e acção de graças

Comer pão e atirá-lo às chamas, sementes tecidas simbolizando a Deusa e o Deus

Vermelho, laranja, bonecos de milho, formas de pão especiais e sementes

MABON Equinócio do Outono

Segunda colheita e mistérios

O fruto é louvado, aspergir num ritual de folhas

Vermelho, castanho, pinhas maçarocas, trigo e folhas secas

OSTARA
Equinócio da Primavera

O Sabbat do Equinócio da Primavera, também conhecido como Sabbat do Equinócio Vernal, Festival das árvores, Ostara, Alban Eilir e Rito de Eostre, é o rito de fertilidade que celebra o nascimento da Primavera e o redespertar da vida na Terra. Nesse dia sagrado, acendem-se fogueiras novas ao nascer do sol, tocam-se sinos e decoram-se ovos cozidos - um antigo costume pagão associado à Deusa da Fertilidade.
Os ovos, que obviamente são símbolos da fertilidade e da reprodução, eram usados nos antigos ritos da fertilidade. Pintados com vários símbolos mágicos, eram lançados ao fogo ou enterrados como oferendas à Deusa. Em certas partes do mundo pintavam-se os ovos do Equinócio da Primavera de amarelo ou dourado (cores solares sagradas), utilizando-os em rituais para honrar o Deus Sol.
Os aspectos da Deusa invocados nesse Sabbat são Eostre (a deusa saxônica da fertilidade) e Ostara (a deusa alemã da fertilidade). Em algumas tradições, as deidades da fertilidade adoradas em Ostara são a Deusa das Plantas e o Senhor das Matas.
Como a maioria dos antigos festivais pagãos, o Equinócio da Primavera foi cristianizado pela Igreja na Páscoa, que celebra a ressurreição de Jesus Cristo. A Páscoa (em inglês "Easter", nome derivado da deidade saxônica da fertilidade, Eostre) só recebeu oficialmente esse nome da Deusa após o fim da Idade Média. Até hoje, o Domingo de Páscoa é determinado pelo antigo sistema do calendário lunar, que estabelece o dia santo no primeiro domingo após a primeira lua cheia, no ou após o Equinócio da Primavera. Formalmente isso marca a fase da "gravidez" da Deusa Tríplice, atravessando a estação fértil.
A Páscoa, como quase todas as festividades religiosas cristãs, é enriquecida com inúmeras características, costumes e tradições pagãos, como os ovos de Páscoa e o coelho. Os ovos, como mencionado, eram símbolos antigos de fertilidade oferecidos à deusa dos Pagãos. A lebre era um símbolo de renascimento e ressurreição, sendo animal sagrado para várias deusas lunares, tanto na cultura oriental como na ocidental, incluindo a deusa Ostara, cujo animal era o coelho. Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat de Ostara são os ovos cozidos, os bolos de mel, as primeiras frutas da estação em ponche de leite. Na Suécia, os "waffles" eram o prato tradicional da época.

Incensos: violeta africana, jasmim, rosa sálvia e morango.
Cores das velas: dourada, verde, amarela.
Pedras preciosas sagradas: ametista, água-marinha, hematita, jaspe vermelho.
Ervas ritualísticas tradicionais: bolota, quelidônia, cinco-folhas, crocus, narciso, corniso, lírio-da-páscoa, madressilva, íris, jasmim, rosa, morango, atanásia e violetas.
IMBOLC
Hemisfério Norte: 2 de Fevereiro
Hemisfério Sul: 1o de Agosto

Também conhecido como Candlemas, Oimelc e Dia da Senhora, Imbolc é o Festival do Fogo que celebra a chegada da Primavera. O aspecto invocado da Deusa nesse Sabbat é o de Brígida, a deusa celta do fogo, da sabedoria, da poesia e das fontes sagradas. Ela também é a deidade associada à profecia, à divinação e à cura.


Este Sabbat representa também os novos começos e o crescimento individual, sendo o "afastamento do antigo" simbolizado pela varredura do círculo com uma vassoura, ou vassoura dr bruxa, tradicionalmente realizada pela Alta Sacerdotiza do Coven, que usa uma brilhante coroa de 13 velas no topo de sua cabeça.
Na Europa, o Sabbat Imbolc era celebrado nos tempos antigos com uma procissão à luz de archotes para purificar e fertilizar os campos antes da estação do plantio das sementes e para glorificar as várias deidades e os espíritos associados a esse aspecto, agradecendo-lhes.
A versão cristianizada da procissão de Candlemas honra a Virgem Maria e, no México, ela corresponde ao Ano Novo Asteca.



Incensos: manjericão, mirra e glicínia.
Cores das velas: marrom, rosa, vermelha.
Pedras preciosas sagradas: ametista, granada, ônix, turquesa.
Ervas ritualísticas tradicionais: angélica, manjericão, louro, benjoim, quelidônia, urze, mirra e todas as flores amarelas.

Vinho quente


Ingredientes:

1 litro de Vinho Tinto de boa qualidade
Brandy
2 Laranjas
1 Limão
Paus de Canela
Cravinho da Índia
Gengibre
Açucar


Aquecer o vinho juntando o sumo de 2 laranjas e 1 limão, açucar e as especiarias a gosto.
Não deixar o vinho ferver, mantendo sempre o lume brando.
Se quiser dar um gosto mais forte pode também juntar as cascas das laranjas à mistura, enquanto aquece, mas não se esqueça de as retirar antes de servir.
As especiarias são bastantes fortes, por isso não exagere, mas se tiver dúvidas vá provando para se certificar que está a seu gosto.
Antes de acabar junte um cálice ou copo de Brandy.
Ao servir, use um coador para filtrar o vinho das sementes e de graínhas se optar servir individualmente em cada copo, mas se preferir pode usar uma taça de ponche onde cada pessoa se poderá servir.
Espalhe paus de canela pela mesa: podem servir para decorar os copos onde se serve o vinho quente intensificando assim o seu sabor e deixam a sala ainda mais perfumada.
Agora é só relaxar e deixar-se ir ao sabor do vinho exótico que lhe vai aquecer a alma e apurar os sentidos...

(B. B. Sara)

YULE
Solstício de Inverno



Também conhecido como Ritual de Inverno, Meio do Inverno, Natal e Alban Arthan, o Sabbat do Solstício do Inverno é a noite mais longa do ano, marcando a época em que os dias começam a crescer, e as horas de escuridão a diminuir. O Yule é o festival do renascimento do sol e o tempo de glorificar o Deus. (O aspecto do Deus invocado nesse Sabbat por certas tradições wiccanas é Frey, o deus escandinavo da fertilidade, deidade associada à paz e à prosperidade.) São também celebrados o amor, a união da família e as realizações do ano que passou.
Neste Sabbat, os pagãos dizem adeus à Grande Mãe e bendizem o Deus renascido que governa a "metade escura do ano". Nos tempos antigos, o Solstício do Inverno correspondia à Saturnália romana (de 17 a 24 de Dezembro), a ritos de fertilidade pagãos e a vários ritos de adoração ao sol.
Os costumes modernos que estão associados ao dia cristão do Natal, como a decoração da árvore, o acto de pendurar o visco e o azevinho, queimar o cepo ou a acha de Natal, são belos costumes pagãos que datam da era pré-cristã. (O Natal, que acontece alguns dias após o Solstício de Inverno e que celebra o nascimento espiritual de Jesus Cristo, é realmente a versão cristianizada da antiga festa pagã da época do Yule.)
A queimado cepo e da acha de Natal originou-se do antigo costume da fogueira de Natal que era acesa para dar vida e poder ao sol, que, pensava-se, renascia no Yule. Tempos mais tarde, o costume da fogueira ao ar livre foi substituído pela queima dentro de casa de uma acha e por longas velas vermelhas gravadas com esculturas de motivos solares e outros símbolos mágicos. Como o carvalho era considerado a árvore Cósmica da Vida pelos antigos druidas, a acha de Natal é tradicionalmente de carvalho. Algumas tradições usam a acha de pinheiro para simbolizar os deuses agonizantes Attis, Dionísio ou Woden. Antigamente, as cinzas da acha de Natal eram misturadas à ração das vacas, para auxiliar numa reprodução simbólica, e eram espargidas sobre os campos para assegurar uma nova vida e uma Primavera fértil.



Pendurar azevinho ou visco sobre a porta é uma das tradições favoritas do Natal, repleta de simbolismo pagão, e outro exemplo de como o Cristianismo moderno adaptou vários dos costumes antigos da Religião Antiga dos pagãos. O visco era considerado extremamente mágico pelos druidas, que o chamavam de "árvore Dourada". Eles acreditavam que ela possuía grandes poderes curadores e concedia aos mortais o acesso ao Submundo. Houve um tempo em que se pensava que a planta viva - que é na verdade um arbusto parasita com folhas coriáceas sempre verdes e frutos brancos revestidos de cera - era a genitália do grande deus Zeus, cuja árvore sagrada é o carvalho. O significado fálico do visco originou-se da ideia de que seus frutos brancos eram gotas do sémen divino do Deus em contraste com os frutos vermelhos do azevinho, iguais ao sangue menstrual sagrado da Deusa. A essência doadora de vida que o visco sugere fornece uma substância divina simbólica e um sentido de imortalidade para aqueles que o seguram na época do Natal. Nos tempos antigos, as orgias de êxtase sexual acompanhavam frequentemente os ritos do deus-carvalho; hoje, contudo, o costume de beijar sob o visco é tudo o que restou desse rito.
A tradição relativamente moderna de decorar árvores de Natal é um costume que se desenvolveu nos bosques de pinheiro associados à Grande Deusa Mãe. As luzes e os enfeites pendurados na árvore como decoração são, na verdade, símbolos do sol, da lua e das estrelas, como aparecem na árvore Cósmica da Vida. Representam também as almas que já partiram e que são lembradas no final do ano. Os presentes sagrados (que evoluíram para os actuais presentes de Natal) eram também pendurados na árvore como oferendas a várias deidades, como Attis e Dionísio.
Outro exemplo das raízes pagãs das festas de Natal está na moderna personificação do espírito do Natal, conhecido como Santa Claus (o Pai Natal) que foi, em determinada época, o deus pagão do Natal. Para os escandinavos, ele já foi conhecido como o "Cristo na Roda", um antigo título nórdico para o Deus Sol, que renascia na época do Solstício de Inverno.
Colocar bolos nos galhos das macieiras mais velhas do pomar e derramar sidra como uma libação consistiam num antigo costume pagão da época do Natal praticado na Inglaterra e conhecido como "beber à saúde das árvores do pomar". Diz-se que a cidra era um substituto do sangue humano ou animal oferecido nos tempos primitivos como parte de um rito de fertilidade do Yule. Após oferecer um brinde à mais saudável das macieiras e agradecer a ela por produzir frutos, os fazendeiros pediam às árvores que continuassem a produzir abundantemente.
Os alimentos pagãos tradicionais do Yule são o peru assado, nozes, bolos de fruta, bolos com frutos secos, gemada e vinho quente com especiarias.


Incensos: louro, cedro, pinho e alecrim.
Cores das velas: dourada, verde, vermelha, branca.
Pedras preciosas sagradas: olho-de-gato e rubi.
Ervas ritualísticas tradicionais: louro, fruto do loureiro, cardo santo, cedro, camomila, olíbano, azevinho, junípero, visco, musgo, carvalho, pinhas, alecrim e salva.

SAMHAIN
Hemisfério Norte: 31 de Outubro
Hemisfério Sul: 1 de Maio

O Samhain (pronuncia-se "sou-en"), também chamado de Halloween, Hallowmas, Véspera de Todos os Sagrados, Véspera de Todos os Santos, Festival dos Mortos e Terceiro Festival da Colheita, é o mais importante dos oito Sabbats. Como Halloween, é um dos mais conhecidos de todos os Sabbats fora da comunidade pagã e o mais mal-interpretado e temido.
Samhain celebra o final do Verão, governado pela Deusa. (O nome Samhain
significa "Final do Verão".)
Samhain é também o antigo Ano Novo celta / druida, o início da estação da cidra, um rito solene e o festival dos mortos. É o momento em que os espíritos dos seres amados e dos amigos já falecidos devem ser honrados. Houve uma época na história em que muitos acreditavam que era a noite em que os mortos retornavam para passear entre os vivos. A noite de Samhain
é o momento ideal para fazer contacto e receber mensagens do mundo dos espíritos.
A versão cristã do
Samhain
é o Dia de Todos os Santos (1o de Novembro), que foi introduzido pelo Papa Bonifácio IV, no século VII, para substituir o festival pagão.
Em várias regiões da Inglaterra acredita-se que os fantasmas de todas as pessoas destinadas a morrer naquele ano podem ser vistos andando entre as sepulturas à meia-noite de
Samhain
. Pensava-se que alguns fantasmas tinham natureza má e, para protecção, faziam-se lanternas de abóboras com faces horrendas e iluminadas, que eram carregadas como lanternas para afastar os espíritos malévolos. Na Escócia, as tradicionais lanternas Hallows eram esculpidas em nabos.
Um antigo costume de
Samhain
na Bélgica era o preparo de "Bolos para os Mortos" especiais (bolos ou bolinhos brancos e pequenos). Comia-se um bolo para cada espírito de acordo com a crença de que quanto mais bolos alguém comesse, mais os mortos o abençoariam.


Outro antigo costume de
Samhain
era acender um fogo no forno de casa, que deveria queimar continuamente até o primeiro dia da Primavera seguinte. Eram também acesas, ao pôr-do-sol, grandes fogueiras no cume dos morros em honra aos antigos deuses e deusas, e para guiar as almas dos mortos aos seus parentes.
Era no
Samhain que os druidas marcavam o seu gado e acasalavam as ovelhas para a Primavera seguinte. O excesso da criação era sacrificado às deidades da fertilidade, e queimavam-se efígies de vime de pessoas e cavalos, como oferendas sacrificiais. Diz-se que acender uma vela de cor laranja à meia-noite no Samhain
e deixá-la queimar até o nascer do sol traz boa sorte; entretanto, de acordo com uma lenda antiga, a má sorte cairá sobre todo aquele que fizer pão nesse dia ou viajar após o pôr-do-sol.
As artes divinatórias, como a observação de bola de cristal e o jogo de runas, na noite mágica de
Samhain
, são tradições wiccanas, assim como ficar diante de um espelho e fazer um pedido secreto.
Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat
Samhain
são maçãs, tortas de abóbora, avelãs, milho, sonhos e bolos de amoras silvestres, cerveja, sidra e chás de ervas.


Incensos: maçã, menta, noz-moscada e salva.
Cores das velas:
preta, laranja.
Pedras preciosas sagradas:
todas as pedras negras, especialmente obsidiana e ónix.
Ervas ritualísticas tradicionais: bolotas, giesta, maçãs, beladona, fetos, linho, urze, verbasco, folhas do carvalho, abóboras, salva e palha.

MABON
Equinócio do Outono


Mabon é o nome dado por Wiccans e Neo-pagãos para o seu oito feriado anual. É comemorado no equinócio de Outono, que no hemisfério do norte ocorre a 23 de Setembro (ocasionalmente no 22º dia do mês). Devido à reversão das estações, no hemisfério do sul, o equinócio de Outono ocorre por volta de 21 de Março.
Apelidado de Colheita e também Repouso, festa do Ingathering, do Thanksgiving, ou simplesmente de equinócio do Outono, este feriado é um ritual de agradecimento pelos frutos da terra e um reconhecimento da necessidade de compartilhar para garantir as bênçãos da Deusa e do Deus durante os meses do Inverno.
Entre os sabbats, Mabon é o segundo dos três festivais da colheita, precedido por Lammas e seguido por Samhain.

O Sabbat do Equinócio do Outono (também conhecido como Sabbat de Outono, Mabon e Alban Elfed), é o Segundo Festival da Colheita e a época de celebrar o término da colheita dos grãos que começou em Lammas. Também é a época de agradecer, meditar e fazer uma introspecção. Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat do Equinócio do Outono são os produtos do milho e do trigo, pães, nozes, vegetais, maçãs, raízes (cenouras, cebolas, batatas, etc.), cidra e romãs (para abençoar a jornada de Perséfone ao tenebroso reino do Submundo).


Incensos: benjoim, mirra, salva, flor do maracujá e papoilas vermelhas.
Cores das velas: castanho, verde, laranja, amarela.
Pedras preciosas sagradas: cornalina, lápis-lazúli, safira, ágata amarela.
Ervas ritualísticas tradicionais: bolota, benjoim, fetos, madressilva, malmequer, plantas de sumo leitoso, mirra, folhas do carvalho, flor do maracujá, pinho, rosas, salva e cardo.

LAMMAS
Hemisfério Norte: 1 de Agosto
Hemisfério Sul: 2 de Fevereiro

Conhecido como Lughnasadh, Véspera de Agosto e Primeiro Festival da Colheita, o Sabbat Lammas é o Festival da Colheita. Nesse Sabbat (que marca o início da estação da colheita e é dedicado ao pão), agradece-se aos deuses pela colheita com várias oferendas às deidades para assegurar a continuação da fertilidade da terra, e honra-se o aspecto da fertilidade da união sagrada da Deusa e do Deus.
Lammas era originalmente celebrado pelos antigos sacerdotes druidas como o festival de Lughnasadh. Nesse dia sagrado, eles realizavam rituais de protecção e homenageavam Lugh, o deus celta do sol. Em outras culturas pré-cristãs, Lammas
era celebrado como o festival dos grãos e o dia para prestar culto à morte do Rei Sagrado.


A confecção de bonecas de milho (pequenas figuras feitas com palha trançada) é um antigo costume pagão ainda hoje realizado como parte do rito do Sabbat
Lammas. As bonecas (ou bebés da colheita, como são chamadas algumas vezes) são colocadas no altar do Sabbat para simbolizar a Deusa Mãe da colheita. É costume, em cada Lammas
, fazer (ou comprar) uma nova boneca de milho e queimar a do ano anterior para dar boa sorte.
Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat
Lammas
são pães caseiros (trigo, aveia e, especialmente, milho), bolos de cevada, nozes, cerejas, maçãs, arroz, cordeiro assado, tortas de cereja, vinho de sabugueiro, cerveja e chá de olmo.



Incensos: aloé, rosa e sândalo.
Cores das velas: laranja e amarela.
Pedras preciosas sagradas:
aventurina, citrino, peridoto e sardônia.
Ervas ritualísticas tradicionais:
flores da acácia, aloé, talo de milho, feno-grego, olíbano, urze, malva-rosa, murta, folhas do carvalho, girassol e trigo.

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